Norte-americanos apóiam parceria
Curitiba - Os Estados Unidos têm, atualmente, 130 usinas de etanol de milho, que produzem 6,5 bilhões de galões por ano. Outras 73 usinas estão em construção e produzirão, anualmente, outros 6,5 bilhões de galões. A previsão é de que as novas plantas sejam concluídas em um prazo de 18 meses. Os investimentos do setor privado para o aumento da produção e logística da indústria de etanol somaram US$ 41,1 bilhões, em 2006. Os números são da Associação de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA - sigla em inglês). A organização calcula que sejam necessários investimentos de mais US$ 65 bilhões para se atingir produção que atenda a crescente demanda mundial.
As ações do governo Bush para construir um mercado global de biocombustíveis têm o apoio do setor produtivo, enfatizou o presidente da RFA, Bob Dinneen. Mas ele é contrário à proposta de padronização do etanol. ''Não temos um padrão único para a gasolina. O etanol é um produto que faz parte da gasolina, cujo padrão é variável. Vai haver um intercâmbio de mercado e os padrões devem ser estabelecidos entre comprador e vendedor. Não é necessário envolver os governos para isso''.
A RFA, segundo Dinneen, também, apóia a parceria Brasil-Estados Unidos. ''Nem o Brasil, nem os Estados Unidos têm toda tecnologia para produção da segunda geração de biocombustíveis. Cientistas estão trabalhando juntos para produzir etanol mais barato e a partir de outras fontes de biomassa''.
O presidente da RFA, Bob Dinneen, rebate as críticas de que o aumento da produção de etanol irá comprometer a produção agrícola destinada à alimentação. ''O que produz impacto na alimentação é o custo do petróleo'', argumentou Dinneen, referindo-se ao peso do preço das embalagens e do transporte no custo final dos alimentos. ''Podemos ampliar a produção até 15 bilhões de galões por ano sem causar impacto negativo sobre o preço dos alimentos aos consumidores'', pontuou.
Dinneen, também, colocou-se na defensiva ao falar dos subsídios do governo dos Estados Unidos à produção de etanol (US$ 0,51 por galão) e o imposto cobrado sobre o produto brasileiro. Para ele, não dá para comparar a condição dos produtores norte-americanos à dos brasileiros, já que o Brasil começou seu programa de apoio à produção de álcool há 30 anos. (A.L.)





