O déficit na produção de mudas de café no Paraná está na lista dos problemas que os cafeicultores enfrentam desde a geada de julho. Para se ter uma idéia, o Estado produz em viveiros municipais e particulares apenas 17 milhões de mudas para uma demanda estimada em 100 milhões, conforme dados da Emater de Maringá.
A situação é ainda pior porque o preço do milheiro de mudas, na região de Maringá, já chegoua a tingir R$ 200,00 no auge da corrida para o replantio. No ano passado, na mesma região, o milheiro era comercializado por R$ 100,00 a R$ 140,00 em viveiros particulares.
Nos viveiros municipais, o valor variava de R$ 80,00 a R$ 100,00. Também o preço das mudas enxertadas está alto e chega a R$ 350,00 o milheiro. Como a geada atingiu a maioria dos viveiros, a produção deste ano foi quase a zero. ‘‘Enquanto isso a demanda aumentou até por causa da necessidade de replantio ou reforma da lavoura’’, lembra o chefe regional da Emater, Romualdo Faccin.
O produtor Mateus Nunhes conta que a diferença no valor das mudas altera em muito o custo da produção ainda mais com o preço baixo para a venda do café. Ele calcula que para o plantio de 12 mil mudas vai gastar entre a compra dos milheiros e a mão-de-obra cerca de R$ 3 mil.
‘‘Isso sem contar o custo para tratar a terra’’, lembra o produtor. Para os cafeicultores, o ideal seria a manutenção de subsídios na venda de mudas produzidas em viveiros municipais.
Técnicos de cooperativas, Emater e Iapar, reconhecem que o empenho dos agricultores e os problemas enfrentados só compensam porque quando o plantio é adensado a recuperação econômica é rápida.

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