Para o vereador petista Jacks Dias, não há pressão que o faça mudar de ideia quanto à Lei da Muralha. Ele irá votar contra o projeto do vereador Roberto Fú (PDT). ''É uma questão de princípio. Sou defensor dos pequenos comerciantes, que são engolidos pelos grandes. Eu vi o meu pai perder seu negócio por causa disso'', declara.
Presidente da Comissão de Justiça, Sandra Graça (PP) diz que irá votar de acordo com seu parecer, ou seja, pelo arquivamento do processo. Ela afirma que foi contra a lei da Muralha em 2005, mas que a discussão hoje se resume a interesses particulares, por isso votará contra o projeto de Fú. ''Cadê o interesse público nesta briga?'', questiona.
A petista Lenir de Assis pediu ''uma discussão técnica''. Da forma como está o projeto, ela afirma que irá votar contra. A vereadora diz que o Executivo deveria apresentar um projeto nos moldes da primeira versão da Muralha, aprovado na administração do seu correligionário, o prefeito Nedson Micheleti.
Na forma original, a lei criou um quadrilátero menor que o atual, englobando apenas a região da central da cidade. Dentro dele, só poderiam ser instalados novos empreendimentos geradores de tráfego depois da realização de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). O primeiro texto, modificado no ano seguinte, não restringia especificamente supermercados e nem casas de material de construção. ''Aquela Muralha era razoável'', declara Lenir.
Joel Garcia (PP), que também votará contra o projeto 161, tem proposta parecida. Para ele, o quadrilátero deveria ser menor e não poderia haver proibição de determinados segmentos econômicos.
Amauri Cardoso (PSDB), que irá votar pela derrubada da Lei da Muralha, também defende novas regras para os estabelecimentos comerciais. ''Não é possível grandes lojas no anel central. Não entendo, por exemplo, como foi autorizada a Havan bem no centro'', afirma. (N.B.)

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