"A NR 36 é bem complexa, mas perfeitamente executável." É desta forma que o presidente do Sindicato das Indústrias dos Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, definiu como será a atuação das empresas paranaenses do setor para se adequar as novas normas.
Porém, ele salienta que estas mudanças devem encarecer os custos de produção das empresas, principalmente pelas pausas (veja o quadro), o que fará que a quantidade de horas trabalhadas seja menor, ou seja, haverá queda na produção por hora. "É algo bem importante para os trabalhadores, principalmente aqueles que atuam em empresas em débito social. É claro que trará custos adicionais e será preciso equacionar todo o nosso trabalho", avaliou ele.
Martins salientou ainda que não adianta os abatedouros possuírem alta produtividade se o bem estar dos trabalhadores não estiver em primeiro lugar. "Teremos que criar também áreas de lazer para serem utilizadas pelos colaboradores. Tudo é perfeitamente possível de fazer, mas claro que haverá um impacto até a adaptação final."
Por fim, o presidente do Sindiavipar disse que é difícil estipular quanto deverá ser gasto pelas empresas do setor, mas que é possível que estes custos acabem, em algum momento, sendo repassados ao consumidor final.
O Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne) também foi contatado pela reportagem da FOLHA, mas até o fechamento desta edição não respondeu aos questionamentos sobre a nova regulamentação. (V.L.)

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