Nordeste reúne maioria que ganha até um mínimo
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terça-feira, 05 de dezembro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Estudo do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que a maior proporção de ocupados ganhando até um salário mínimo está na região Nordeste. A partir de dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese de 2005 de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal, a entidade mostrou que a cidade de Recife é a que tem maior número de ocupados ganhando até um salário mínimo, com quase 39,9% dos empregados. Em seguida, aparece Salvador, com 37,1%.
O menor porcentual foi verificado em Porto Alegre, onde 12,8% dos ocupados ganham até R$ 350, e no Distrito Federal, com 16,9%. O resultado de São Paulo é semelhante, com 17,3% dos ocupados recebendo até um salário mínimo. Em Belo Horizonte, 24,6% dos trabalhadores estão nessa faixa salarial.
O Dieese ressaltou que nas cinco regiões, a maior parte dos ocupados recebe entre um e dois salários mínimos, com exceção a São Paulo, onde é mais frequente a faixa salarial entre dois e cinco mínimos (35,2% dos ocupados). A entidade ainda destacou a quantidade de trabalhadores que recebem menos do que um salário mínimo nas regiões de Recife (23,7%) e Salvador (20,9%).
Com relação ao perfil de remuneração segundo as categorias de ocupação, o Dieese constatou a importância do salário mínimo para os assalariados do setor privado, com ou sem carteira assinada, e para os trabalhadores domésticos.
O estudo do Dieese revelou que o salário mínimo tem maior relevância nos rendimentos de mulheres, jovens e negros. Em 2005, em Recife, 51,6% das mulheres recebiam até um salário mínimo, enquanto 30,6% dos homens tinham a mesma faixa salarial. O resultado se repetiu em Salvador, onde 48,5% das mulheres e 26,8% ganhavam até R$ 350; em Belo Horizonte, com 35,4% das mulheres e 14,8% dos homens, assim como nas demais cidades.
Em todas as regiões pesquisadas pelo Dieese, os ocupados negros ganham menos do que os não-negros e têm peso maior na faixa de um salário mínimo. Em Salvador por exemplo, quase 20% da população negra recebe um salário mínimo, enquanto os não-negros na mesma situação estão em cerca de 10%.


