Agência Estado
De Brasília
A indicação de Teresa Grossi Togni para o cargo de diretora de Fiscalização do Banco Central deverá ser aprovada, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) com no máximo 10 votos contra, num total de 24. No plenário do Senado, onde o total é de 81 votos, a estimativa é de que, também lá, sejam 25 votos contrários.
A avaliação é dos líderes governistas que, mesmo dando como certa a aprovação, trabalham com a possibilidade da sessão de sabatina, marcada para amanhã à tarde, ser tensa e longa. O trabalho do governo para a aprovação de Teresa Grossi envolveu o próprio Presidente da República no corpo-a-corpo com os senadores.
Fernando Henrique Cardoso recebeu em seu gabinete no Palácio do Planalto diversos senadores e também encarregou o ministro chefe da Casa Civil, Pedro Parente e o secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes, da mesma tarefa. Nesta batalha para vencer a resistência dos parlamentares ao nome de Grossi não faltou ao governo o apoio do senador Antônio Carlos Magalhães, que todos sabem ser amigo pessoal do presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
Foi o presidente do Senado que sinalizou ao governo a melhor hora para formalizar a indicação de Teresa Grossi à CAE e é com ele que o governo conta para dar o devido tratamento ao ofício encaminhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que solicitou a suspensão de sua indicação até a conclusão do processo no Ministério Público.
Contando nos dedos as posições contra e a favor, o governo sabe que o PFL votará favoravelmente à indicação e que no PSDB haverá poucas dissidências, como por exemplo a do senador Osmar Dias (PR).
A resistência dos senadores ao nome de Teresa Grossi, que é funcionária de carreira do BC com grande experiência da área, é porque ela participou da operação de socorro aos bancos Marka e FonteCindam, que resultou em prejuízo aos cofres públicos.

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