A Noma do Brasil, terceira maior fabricante de equipamentos rodoviários do País, inaugurou ontem a nova unidade industrial em Sarandi (7 quilômetros de Maringá), de olho no mercado externo. O novo parque industrial, com 10 mil metros quadrados de área e investimento de US$ 3,5 milhões, agrega a mais moderna tecnologia em automação industrial. A meta, disse o presidente da empresa, João Noma, é ampliar em 60% a produção e reduzir os custos finais.
Hoje a Noma produz 200 carretas e semi-reboques ao mês. Boa parte dessa produção é exportada para países da América do Sul, onde a empresa já detém 10% do mercado. ''Nossa meta é chegar aos 25% do mercado de países vizinhos, para onde já exportamos US$ 2 milhão ao ano'', revelou Noma. O principal país comprador é a Argentina, com 10% do mercado nas mãos da indústria paranaense. ''Vamos agora entrar no mercado africano'', promete João Noma.
O empresário quer expandir as vendas também no mercado interno. Noma compara que atualmente 60% do transporte de mercadorias à longa distância no Brasil é feito via rodoviária, e as novas fronteiras agrícolas e minerais exigem o crescimento da frota. ''Com o novo parque industrial estamos nos adaptando às necessidades do mercado'', afirmou. ''A curto prazo a Noma tem condições de atender a demanda já verificada no mercado interior e países vizinhos'', revelou à Folha Ademar Canteiro, assessor da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Ocupando uma área de 100 mil metros quadrados em Sarandi, a Noma do Brasil está em atividades há 34 anos, tem 200 funcionários e produz 16 tipos de semi-reboques. A empresa é pioneria no Brasil na fabricação do ''rodotrilho'', equipamento que faz o transporte bimodal, trafegando tanto em rodovia quanto em ferrovia. ''O rodotrilho é um equipamento que otimiza custos para os transportadores, evitando o transbordo de cargas e reduzindo o tempo de operação de transporte'', explicou Noma.

mockup