São Paulo A Nokia quer ganhar pelo menos três pontos no ranking dos maiores exportadores brasileiros este ano. A aposta da companhia para chegar ao posto de 10º maior exportador está baseada em duas frentes: conquista do mercado europeu de aparelhos celulares e início das vendas de infra-estrutura de redes móveis na tecnologia GSM para as Américas. ''Estamos vendendo a idéia de que Manaus pode integrar a cadeia de fornecimento ao mercado europeu'', conta o presidente da Nokia, Fernando Terni.
A entrada de celulares brasileiros na Europa marcará o desfecho de uma estratégia vencedora da Nokia do Brasil, que, no ano passado, tornou-se grande fornecedora de aparelhos celulares para os Estados Unidos.
As exportações da companhia em 2002 foram de US$ 525 milhões, sendo 97% para o mercado americano, graças à decisão do grupo finlandês de concentrar em Manaus a produção para os Estados Unidos. Enquanto as vendas para a terra do Tio Sam foram basicamente de aparelhos na tecnologia TDMA, os europeus assegurarão a compra de modelos GSM.
Para chegar à Europa, a Nokia fez no final do ano passado alguns embarques-piloto para a Alemanha. ''Tivemos sucesso'', conta Terni. Segundo ele, o início das compras regulares ainda não tem uma data, mas o abastecimento não deve se limitar àquele país.
Na área de infra-estrutura de redes móveis, a Nokia está prospectando mercado na América Latina e mantendo a atenção ao movimento de migração de redes TDMA para GSM nos Estados Unidos. ''Temos expectativa de exportar rádios'', explicou Terni, referindo-se a um dos equipamentos que integram a estação rádiobase de telefonia celular.
No Brasil, a Nokia fechou contratos para implantação das redes da TIM e da Oi. Terni explica que, ao contrário do mercado interno, onde os contratos incluem o fornecimento de toda a rede, as vendas para o exterior serão de equipamentos isolados.

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