Ao contrário do fabricante, que comemora os lucros, o pequeno varejista reclama da sorte. Segundo Carlos Alberto Morillas, proprietário de duas lojas de cosméticos e perfumaria em Londrina, a concorrência aumentou muito nos últimos anos graças à entrada de novos empresários e a abertura do setor para farmácias e supermercados. ''É uma competição desleal porque esses dois estabelecimentos funcionam em horário estendido também nos fins de semana e feriado. Além disso, podem fazer ofertas de alguns produtos porque compensam em outros'', alegou o comerciante.
Parte da queixa de Morillas é respaldada pelo depoimento de Marcos Henrique Rodrigues que mantém uma farmácia na área central. No primeiro semestre deste ano, suas vendas cresceram entre 10% e 15% comparadas ao mesmo período do ano passado. Para ele, isso é resultado da ampliação no mix de produtos, promoções e facilidades de pagamento. ''A expectativa é que o próximo semestre seja ainda melhor, principalmente, nos últimos três meses do ano que são mais quentes'', previu.
Atualmente, a comercialização de perfumes e cosméticos na farmácia de Rodrigues responde por 20% do faturamento total. Embora, ele aposte que há condições para crescer, pelo menos, mais 10%.
A empresária Eládia Moringo Leitão vende apenas duas linhas de cosméticos para clientes de sua clínica de estética, profissionais do setor e consumidores. Mesmo assim, ela afirma que o último semestre foi um pouco melhor em relação ao mesmo período de 2003 ''que também foi muito bom de maneira geral''. (Betânia Rodrigues)

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