No turismo, indicado só para quem não tem pressa
Comprar pacote turístico por meio de consórcio é mais barato, mas só é indicado para quem não tem urgência em viajar. Isso porque o consumidor pode ter de esperar até 36 meses (prazo máximo desse tipo de consórcio) para ser contemplado. No financiamento, o consumidor paga mais caro, mas pode viajar de imediato. O lance pode antecipar a contemplação. Mas, para ter garantia de que isso ocorrerá, o consumidor precisa desembolsar aproximadamente 30% do valor do pacote.
O professor de matemática financeira Walter Alves diz que o consórcio é vantajoso se o consumidor estiver entre os primeiros contemplados. Nesse caso, ele poderá viajar mais rapidamente e estará pagando uma das mais baixas taxas do mercado. Alves considera que para quem tem pressa em viajar, mas está com o orçamento apertado, o financiamento continua sendo a opção mais acessível.
Compare as condições para a compra de pacote turístico por meio de consórcio e financiamento. Quem financiar em 18 meses um pacote turístico que custa R$ 1 mil vai pagar uma prestação mensal de R$ 76,42 na Stella Barros Turismo, que cobra taxa de juro mensal de 2,2% mais Imposto de Operação de Crédito (IOC). Se optar pelo consórcio, considerando o mesmo prazo, o valor da parcela mensal cai para R$ 62,20. Nesse caso, é cobrada taxa de 12% por todo o período.
Alves lembra que para quem pretende economizar na compra de produtos e serviços a forma mais indicada ainda é o depósito mensal na caderneta de poupança ou em algum fundo de investimento. É que, além de não pagar juros, o consumidor ainda tem a garantia de uma rentabilidade mensal. Para fazer uma viagem de mesmo valor, o consumidor teria de depositar mensalmente, pelos mesmos 18 meses, R$ 23,00, valor 69% inferior ao cobrado no financiamento e 63% inferior ao do consórcio.
Se aumentar o valor do depósito mensal para R$ 78,00, ele conseguirá comprar um pacote de mesmo valor em um ano. Mas Alves lembra que o consumidor brasileiro ainda não tem disciplina suficiente para agir dessa forma e, portanto, o consórcio pode ser uma opção eficiente de poupança forçada. O raciocínio utilizado para o consórcio de viagem pode ser estendido para o de eletroeletrônicos.





