Duas atividades pouco exigentes em relação à escolaridade de seus trabalhadores - construção civil e serviços domésticos - ocupam mais negros e pardos. De 1,4 milhão de empregados na construção, 54% são negros e pardos. E 1,4 milhão trabalha em serviços domésticos, sendo 59% negros e pardos. Na indústria e serviços públicos (saúde e educação) a predominância é de brancos.
A pesquisa do IBGE mostra que o setor privado emprega mais negros e pardos sem carteira assinada. Eles também estão em desvantagem em relação à subocupação: 5,4% dos negros e pardos trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais. Entre os brancos, são 4,3%.
Na maior parte das regiões metropolitanas, há mais trabalhadores na iniciativa privada sem carteira assinada do que empregados domésticos. Em Porto Alegre, porém, o cenário é outro. De cada cem trabalhadores negros e pardos, 14 são domésticos. É a maior proporção registrada pela PME. Estão no setor privado sem carteira assinada 11 de cada 100 negros e pardos. (L.N.L./AE)

mockup