No ranking das cidades empreendedoras
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Londrina e Maringá passaram a integrar o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) 2015, pesquisa da Endeavor Brasil, instituição que trabalha pelo fomento do empreendedorismo. No ICE 2014, haviam sido estudados 14 municípios, todos capitais, entre eles Curitiba. No novo levantamento, são 32, sendo 22 capitais e 10 cidades do interior do País. Com índice 6,54, Curitiba é a 8ª mais bem posicionada no ranking nacional, atrás de São Paulo (8,45), Florianópolis (8,36), Vitória (7,7), Recife (6,94), Campinas (6,83), São José dos Campos (6,74) e Porto Alegre (6,6). Maringá ocupa a 11ª posição (6,41) e Londrina, a 17ª (5,73).
O ICE é composto de 55 indicadores divididos em sete pilares: ambiente regulatório; infraestrutura; mercado; acesso à capital; inovação; capital humano; e cultura. A melhor posição de Londrina é em ambiente regulatório, no qual obteve índice 6,36, ficando em 13º lugar. Nesse pilar são analisados indicadores como tempo de abertura de empresas, tempo para regularização de imóveis, taxa de congestionamento em tribunais, alíquotas de impostos, incentivos fiscais e complexidades tributárias.
Já a pior avaliação é em mercado, com nota 6,28, ficando na 25ª posição. No pilar mercado, alguns indicadores impediram que a cidade se colocasse numa posição mais alta do ranking. Entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, de R$ 24,8 mil, abaixo da média de R$ 29,8 mil. E também a média de compras públicas por empresa, de R$ 23,7 mil contra R$ 44,1 mil da média das 32 cidades.
A coordenadora regional da Endeavor no Paraná, Mariana Foresti, explica que a instituição observou dois fatores para incluir novas cidades no estudo: o número de empresas de alto crescimento (que crescem acima de 20% por três anos consecutivos) e a "própria percepção da Endeavor" sobre como é empreender nessas cidades.
De acordo com ela, o índice visa ajudar os municípios a melhorarem seus ambientes para os negócios, assim como orientar os investidores sobre onde estão as melhores práticas. "Nosso objetivo é sentar com as prefeituras para ajudá-las a construir um plano de ação visando ao empreendedorismo de alto crescimento. Precisamos trabalhar os ambientes para que tenham menos barreiras para o empreendedorismo", declara.
Mariana diz que a Endeavor já ajudou, por exemplo, a prefeitura de Porto Alegre a diminuir o tempo de abertura de empresas. "Se a prefeitura estiver aberta, nós iremos até ela compartilhar as melhores práticas", explica.
A coordenadora ressalta que um pilar no qual Maringá se saiu melhor que Londrina é o de cultura empreendedora. A Cidade Canção teve a segunda melhor nota (7,37), atrás apenas de Natal (RN). Londrina ficou na 15ª, com 6,12. "A imagem do empreendedorismo é muito boa lá", afirma.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, diz que já pediu a Endeavor para vir apresentar o estudo na Prefeitura. "Queremos entender a metodologia para podermos trabalhar nossas deficiências", afirma. Ele considera positivo o fato de a cidade participar da pesquisa e ter ficado à frente de 13 capitais. "Apesar de todos os problemas políticos que ocorreram em Londrina nos últimos anos e da falta de políticas de incentivos para a indústria, o empreendedor londrinense mostrou coragem, trabalho e pujança", ressalta.
Veronesi também destaca o fato de Londrina ser a cidade do País com mais empresas de Tecnologia da Informação (TI) certificadas pelo programa Melhoria de Processos do Software (MPS.BR), da Agência para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).


