No PR, trabalhadores não aderem ao movimento
No PR, trabalhadores
não aderem ao movimento
Os trabalhadores do Porto de Paranaguá decidiram ontem não aderir à greve em solidariedade ao movimento que acontece no Porto de Santos. Os dirigentes da Intersindical, entidade que reúne as nove categorias dos portuários, chegaram a votar pela greve após reunião que durou toda a tarde. Mas a decisão final coube à assembléia, que votou pela manutenção do trabalho. Os portuários devem apenas fazer atos públicos em apoio à greve santista.
O diretor do Sindicato dos Estivadores, Hélio Alves dos Santos, disse que o que pesou foi a questão financeira. O problema é dinheiro. O pessoal está na pendura, afirmou. Outro fator foi a não adesão dos portuários de Santos à greve dos estivadores, que aconteceu no início de março. Os trabalhadores de Paranaguá acharam que não houve a solidariedade esperada na época.
Da assembléia que decidiu manter os serviços participaram cerca de 800 trabalhadores. A Intersindical entendia que a paralisação reforçaria o movimento contra a política adotada pela Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa). A Cosipa se recusa a manter a contratação de avulsos ligados ao Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), como sempre aconteceu.
Os sindicalistas ligados ao setor da estiva temem que a situação da Cosipa se repita nos demais portos do País e chegue a Paranaguá. Temos três terminais privados e poderemos amanhã ter de enfrentar esses mesmos problemas, afirmou o diretor do Sindicato dos Estivadores.
Santos disse que os portuários vão pedir apoio ao governo do Estado para não permitir que a história da Cosipa se repita no Estado. A estiva reúne cerca de 2,4 mil trabalhadores, dos 6 mil que atuam na faixa portuária.
O Porto de Paranaguá está com seis navios atracados. Outros cinco estão no corredor de exportação. O terminal trabalha com capacidade total para exportar a produção recorde de soja. Essa situação acabou contribuindo na decisão dos trabalhadores de não aderir à paralisação nacional.(Carmem Murara)





