No PR, produção da leguminosa cresce 32%
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
A produção de feijão no Paraná para o ciclo 2013/14 se recuperou de forma substancial e a expectativa é de ótima safra para esse ano. O aumento significativo é justificado pela quebra da safra passada devido à seca, que acabou acontecendo em todo o País. A produção nacional fechou a safra 2012/13 em 2,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo ficou em 3,4 milhões de toneladas, uma lacuna que foi preenchida pelo feijão de origem chinesa (principalmente o preto) e argentina.
Para esse ano, segundo números do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (Seab), a primeira safra (já 60% colhida) fechou com área de 238,9 mil hectares (ha), alta de 12% compara-
tivo aos 214,2 mil hectares do período anterior. Já a produção sofreu uma elevação mais significativa, saltando de 329,4 mil toneladas para 434,1 mil toneladas, alta de 32%. Por fim , a produtividade, que ano passado esteve bem abaixo do normal (1.566 kg/ha) deve ficar em 1.817 kg/ha. Vale dizer que na primeira safra 60% do feijão plantado foi preto e 40% cor.
Já para a segunda safra (60% cor e 40% preto) com 23% de área plantada os números também são bons. A área deve chegar a 271,1 mil hectares (alta de 3%) e a produção saltar de 339,3 mil toneladas para 519,7 mil toneladas (acréscimo de 53%). Totalizando as duas safras, portanto, a média de crescimento da produção pode atingir 32,5%. "A produção do ano passado foi menor, houve importação do produto de outros países, e
agora é um período de reposição", explica o técnico do Deral, Metódio Groxko.
Em relação a preços, porém, está complicado manter os ótimos valores do ano passado, justificado pelo aumento nítido de oferta. Enquanto em 2013 o feijão de cor fechou a R$ 149,58 a saca de 60 kg, este mês a média está em R$ 71,15. O preto teve uma queda menor: de R$ 132,36 de média em 2013 para R$ 123,73. "Difícil manter as mesmas rentabilidades do ano passado com o aumento substancial de oferta do produto. O feijão cor, por exemplo, está abaixo do preço mínimo de R$ 95 a saca. Já o preto permanece 18% acima dos R$ 105 do valor mínimo de comércio".
O produtor de Mauá da Serra, Sérgio Higashibara, colheu recentemente uma área de 20 alqueires de feijão, com produtividade de 80 sacas por alqueire. Ele disse que até agora não conseguiu vender o produto. "O atacadista que compra meu feijão diz que o ano começou muito parado e, como os preços abaixaram muito, resolvi segurar a produção. O consumo de feijão está muito pequeno em janeiro, em contrapartida a oferta aumentou bastante. No ano passado, estava muito bom, mas nesta safra deveria ter apostado na soja", relata ele.
Arroz
Em relação à área de arroz do Estado, os números são bem menores. A área de arroz irrigado não apresentou crescimento nesta temporada e fechou em 19,9 mil hectares, com previsão de produção de 148,6 mil toneladas. Por fim, a área do arroz sequeiro fechou em 11,1 mil hectares (-14%) e produção de 21,8 mil toneladas (-13%).


