O preço do etanol no Paraná se mantém mais atrativo para os motoristas em relação ao da gasolina. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), referentes à semana encerrada no dia 6 de julho, o preço médio do etanol no Estado registrou leve queda e passou de R$ 1,855 na semana anterior para R$ 1,849, e manteve a competitividade com relação à gasolina, que passou de R$ 2,747 o litro para R$ 2,73 no mesmo período.
O Estado é um dos quatro do País – junto com Goiás, Mato Grosso e São Paulo -, onde o combustível extraído da cana-de-açúcar é mais vantajoso, com preço médio representando até 70% do valor da gasolina. No caso do Paraná a proporção é de 67,73%.
O auge da safra da cana é o principal motivo para o preço mais em conta do etanol, de acordo com o superintendente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano da Silva Dias. Segundo ele, até o momento foi processado 25% do total esperado para esta temporada, que é de 39,5 milhões de toneladas. "Tem esse reflexo de estarmos em plena safra, mas também nosso interesse é de alavancar as vendas, por isso estamos segurando o preço, mesmo trabalhando no vermelho", destaca.
Ele lembra que entre maio e junho as chuvas prejudicaram o andamento da safra, fazendo o preço do álcool (para os distribuidores) subir quase R$ 0,10. Mas com o clima novamente favorecendo a colheita os valores se estabilizaram e não há mais a expectativa de alta.
Já na opinião do diretor do Sindicombustíveis do Paraná, Dinho Spenger, o preço do etanol até deve se manter estável, por enquanto, mas próximo ao final da safra pode subir. "O setor sucroalcooleiro está com um deficit muito grande, mas devido à dificuldade de estocar o álcool ainda é mais vantajoso vender com o preço atual. Mas sem sobras do produto nas usinas a tendência é de subir o preço".
Mesmo com o etanol vantajoso com relação à gasolina, a reportagem da FOLHA encontrou consumidores que abasteciam em um posto de Londrina insatisfeitos com o preço atual.
A professora universitária Ana Cláudia Duarte Pinheiro, por exemplo, afirma que, por enquanto, só abastece com gasolina. "O preço do álcool está mais baixo, mas no meu carro a gasolina rende muito mais. Se fosse um valor menor (do etanol) eu até trocaria". A manobrista Maria de Fátima Silva também pensa o mesmo e tem o etanol apenas como uma alternativa. "Quando tenho pouco dinheiro coloco álcool, mas no normal fico com a gasolina mesmo".
Já o auxiliar de marketing Diogo Augusto Alvares optou pela gasolina nas últimas semanas para garantir o bom funcionamento do carro nos dias mais frios, mas diz que com o tempo esquentado deve voltar a abastecer com o etanol, por causa do preço.

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