O sobe e desce nas Bolsas de Valores durante o mês de setembro e o quadro de incertezas da economia brasileira não foram suficientes para provocar uma reviravolta no tipo de aplicação financeira dos paranaenses. O volume de poupança e os investimentos em fundos de renda fixa ou variável permaneceram em patamares semelhantes aos registrados no mês anterior, podendo sinalizar que o investidor resolveu esperar quieto para ver o que poderia ocorrer com suas aplicações.
Um balanço feito pelo Departamento Regional de Investimento da Caixa Econômica Federal nos últimos 15 dias mostrou que o aumento da captação da poupança foi de 2%, contrariando a expectativa de que os pequenos investidores procurariam se refugiar na poupança com receio de um pacote econômico ou com medidas mais drásticas nos dias após a eleição, nesta semana. O diretor de Fundos e Operações do Banestado, Paulo Roberto Macedo, também assegurou que não houve migração de investimentos.
A clientela está à procura de investimento rentável e seguro, que proteja o dinheiro das surpresas que possam vir da equipe econômica. ‘‘A preocupação das pessoas é conseguir conciliar segurança com rentabilidade’’, afirmou o gerente de Aplicações da Caixa Econômica Federal, Antonio Carlos Luzzi.
Quem considera muito baixa a remuneração mensal da poupança, que tem ficado abaixo de 1%, e quer se livrar do aumento da taxa de juros, tem optado pelos Fundos de Investimento de renda fixa por 60 dias. Este tipo de aplicação acompanha a variação dos papéis que os bancos colocam no mercado, os chamados Certificados de Depósitos Bancários. Caso ocorra aumento dos juros, os Fundos 60 dias garantem a variação sem prejuízos para o investidor. ‘‘Se o mercado variar, o fundo acompanha as oscilações’’, disse Luzzi. (Carmem Murara)

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