No PR, geração de postos de trabalho ganha força
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segunda-feira, 02 de junho de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O nível de emprego no Paraná voltou a crescer em abril, registrando um aumento de 1,13% em relação ao mês passado. Segundo um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a economia parananense gerou 17.277 novos empregos em abril, elevando o número total de trabalhadores com carteira assinada no Estado para aproxidamente 1,544 milhão. Pelo levantamento, o Paraná foi o Estado que apresentou a terceira maior variação no nível de emprego, ficando atrás apenas do Espírito Santo (1,38%) e do Mato Grosso (1,31%). A média nacional de crescimento no mês foi de 0,68%.
Para o economista do Dieese, Cid Cordeiro, a taxa de crescimento do emprego em abril é tranquilizante. ''Em março, o desempenho da economia foi preocupante. No Paraná, devido à renda agrícola, os quatro primeiros meses historicamente apontam um crescimento nas contratações, mas em março essa taxa foi muito menor do que o esperado (0,37%). Se o resultado fosse ruim de novo em abril, poderíamos detectar uma tendência de retração da economia'', analisa Cordeiro.
A grande mola propulsora do crescimento das vagas em abril foi a atividade econômica no interior do Estado. Noventa e sete por cento das novas vagas criadas no Paraná no mês passado foram geradas no interior. A agricultura e o setor de produção alimentícia, impulsionados pela safra recorde registrada no início do ano, foram responsáveis por pouco mais de dois terços das vagas criadas no mês.
Outro setor que aumentou suas contratações significativamente foi o comércio varejista. A taxa de crescimento surpreendeu os técnicos do Dieese. ''Abril geralmente é um mês no qual o comércio contrata devido ao Dia das Mães, que é a segunda data em vendas no ano, ficando atrás apenas do Natal. Mas o comércio varejista já vem mantendo um ritmo forte de contratações ao longo dos doze últimos meses, em contraste com a queda das vendas no período'', comentou Cordeiro. De maio do ano passado até abril deste ano, o número de contratações no comércio varejista superou o de demissões em 19.950 vagas.


