Curitiba Um levantamento preliminar da Receita Federal apontou que 61.473 contribuintes no Paraná caíram na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física 2006 com 85% das declarações processadas. No ano passado, o total de declarações retidas pela Receita no Estado foi 60 mil, segundo a supervisora do Programa do Imposto Renda no Paraná e Santa Catarina, Cláudia Regina Thomaz.
Ela lembrou que estes números podem tanto aumentar como diminuir nos próximos meses. Isso porque a Receita ainda não terminou o processamento das declarações, o que deve acontecer só no final do ano. ''Ainda há muito cruzamento de dados para ser feito'', disse.
De acordo com o delegado da Receita Federal em Londrina, Sérgio Gomes Nunes, só na região de Londrina, que envolve 63 municípios, 7.877 pessoas caíram na malha.
O contribuinte pode saber qual é a situação da sua declaração ao acessar o site www.receita.fazenda.gov.br e informar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o código do recibo da entrega da declaração. Para as declarações que apresentarem problemas, o site dará mensagens como ''provável inconsistência por omissão de rendimentos'' ou ''provável inconsistência em informações de despesas médicas''. Ele explicou ainda que este extrato dá informações de anos anteriores ao contribuinte.
No Brasil, 1,136 milhão de contribuintes já caíram na malha fina este ano, o que representa um aumento de 20,7% em relação a 2005 quando o número foi de 900 mil.
O supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, informou que os problemas que mais levaram o contribuinte a cair em malha foram omissão de rendimentos, divergências entre as informações dadas pelos contribuintes e a fonte pagadora, gastos médicos e sonegação de recebimento de aluguel.
Para tentar sair da malha fina, o contribuinte que tiver dúvidas sobre os dados informados à Receita deve rever as informações. Se houver erro ou omissão, é preciso fazer uma declaração retificadora.
Segundo Cláudia, é melhor o contribuinte fazer a retificação do que ser notificado pela Receita em procedimento de fiscalização. Neste caso a multa sobre a diferença do imposto devido pode variar de 75% até 150%. Este último porcentual é aplicado para casos de fraude. A Receita utiliza várias informações para fazer o cruzamento da dados dos contribuintes como movimentação bancária através da CPMF, gastos com cartões de crédito, despesas médicas e transações imobiliárias.

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