O Dieese não faz a divulgação oficial dos números específicos por Estado. Mas, segundo o supervisor técnico da instituição no Paraná, Sandro Silva, o desempenho das negociações paranaenses foi bem melhor. Dos 62 acordos e convenções analisados, 39 (63%) ofereceram ganhos reais aos trabalhadores; 22 (35%) resultaram em reajustes no mesmo nível da inflação. E apenas uma negociação teve reajuste abaixo do INPC.
"Nos últimos anos, as negociações no Estado vêm apresentando melhores resultados que na média nacional", afirma. No ano passado, enquanto a média brasileira de reajuste foi de 0,23% acima da inflação, no Paraná ficou em 0,45%. Em 2014, as médias foram respectivamente de 1,34% e 1,58%. "O Estado acompanha a tendência do País, mas os números não são tão ruins aqui. A desaceleração econômica, que começou em 2011 no Brasil, foi mais suave no Paraná", declara. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 3,8% em 2015, o recuo no Paraná foi de 2,8%.
A diversificação econômica vivida pelo Estado nas últimas décadas, com a industrialização da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), de acordo com o supervisor, explica a situação. "Uma economia mais diversificada tende a sofrer menos nas crises", alega. Ele ressalta que a agroindústria, por exemplo, é um dos setores que sofrem menos impacto e mantêm saldo positivo de empregos. "Têm também indústrias que trabalham com exportação, como a de madeira, que estão em boa situação devido à apreciação do câmbio", afirma. (N.B.)

mockup