No Paraná, queda
nas vendas foi
menor, diz Coamo
No Paraná, a redução no uso de defensivos é inferior à média nacional. Na região da Coamo, maior cooperativa do País, a expectativa é que ocorra uma redução de 5%, segundo José Varago, gerente de insumos. Os agricultores vão usar menos defensivos porque os preços aumentaram muito.
A Coamo espera faturar esse ano cerca de R$ 90 milhões com a comercialização desses produtos. Varago não soube informar quanto foi vendido no ano passado, mas observou que o volume financeiro subiu em relação as vendas de 1998, enquanto o volume de vendas em toneladas caiu. A maioria dos produtores transferiu o pagamento das contas abril. Varago informou que são poucas as cooperativas que deram prazo-safra a seus cooperados quitar as compras de defensivos. ‘‘Na falta de crédito, não restava outra alternativa’’, afirmou.
Despesas Os agricultores fizeram as contas e acharam que o preço da soja não estava muito atrativo, para compensar o investimento em tecnologia. Conforme Varago, o preço da soja caiu de US$ 13 a saca no ano passado, para cerca de US$ 10 ou US$ 11 a saca, esse ano. Enquanto isso, os insumos aumentaram até 45%, como no caso dos fertilizantes. Varago não está muito otimista em relação a um aumento nas vendas daqui para frente, período de intensificação no plantio da soja, devido à estiagem. Ontem, a Secretaria da Agricultura informou que o plantio está sendo suspenso mais uma vez em muitas regiões do Estado.
O aumento de preço dos defensivos está provocando uma queda de renda na agricultura. Nos cálculos da Ocepar, a renda líquida cai de R$ 800 milhões para R$ 620 milhões, no período janeiro a setembro. A renda foi calculada entre a diferença da receita bruta e os custos de produção. Segundo Flávio Turra, em janeiro o Valor Bruto da Produção da safra 98/99 correspondia a um faturamento de R$ 3,95 bilhões e o custo de produção, calculado em R$ 3,15 bi. Em setembro, o faturamento bruto foi elevado para R$ 4,56 bi e o custo de produção evoluiu para R$ 3,94 bi.

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