No Paraná, agronegócio deve apressar reação
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sábado, 13 de setembro de 2003
Reportagem Local 
No Paraná, o agronegócio pode adiantar a reação das indústrias. Em julho, mês de perdas nacionais, o setor industrial paranaense registrou crescimento de 5,8% em relação ao ano passado e conseguiu driblar a retração de mercado, cuja média foi de queda de 2,5%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mediu o desempenho de 12 estados brasileiros.
A produção acumulada dos sete primeiros meses também apresentou alta de 3,5% em relação ao ano passado. O setor reagiu após retração de 1,1% em junho. De um mês para outro o indicador acumulado passou de 3,1% para 3,5%. Nos últimos 12 meses, o índice passou de 4,4% (em junho) para 5,1%.
O bom desempenho da indústria está ligado ao fortalecimento do setor agroindustrial paranaense e se repetiu em Mingas Gerais, outro estado com perfil agropecuário forte, onde o desempenho foi menos expressivo, com alta de 0,1%. No levantamento por regiões, o Sul teve alta de 1%.
Segundo a pesquisa, os setores com maior produção neste ano foram o de mecânica, com destaque para mecânica pesada com acréscimo de 42,3%, material e transporte, 10,7%, e químico, com alta de 4,9%. O último item está particularmente ligado à produção de grãos e responde quase que na totalidade pelo aumento da produção de fertilizantes. No setor de alimentos, também houve aumento da produção. O índice chegou a 3,8%.
No País, os piores índices foram registrados na indústria baiana, com queda de 8,1%. O mau desempenho puxou o índice regional, deixando o Nordeste com retração de 6,8%. Em São Paulo, maior centro industrial do País, a queda em relação a julho do ano passado, foi de 2,1%.


