No Paraná, adesão foi grande
Marcos NegriniClaudir Crivelaro: ‘‘Enquanto o diesel sobe, o frete só cai’’Em quase todas as rodovias paranaenses houve manifestação de caminhoneiros e bloqueio ontem. A Polícia Rodoviária Estadual informou que nos trechos sob sua jurisdição as estradas foram interrompidas em vários pontos. De acordo com o Centro de Operações da polícia, apenas automóveis, ônibus e caminhões com produtos perecíveis eram autorizados a passar. Os bloqueios foram feitos nos trevos de acesso às cidades e em postos de pedágio.
Em Maringá, cerca de 100 caminhoneiros pararam, na PR-317, próximo ao município de Santa Fé (47 quilômetros de Maringá). De acordo com o caminhoneiro Claudir Crivelaro, 31, os consecutivos aumentos do óleo diesel, o pagamento dos pedágios e as estradas em má conservação estão tornando inviável a atividade. Ele também reclama da redução do valor dos fretes que é inversamente proporcional ao reajuste do combustível. ‘‘Desde janeiro o óleo diesel aumentou 30% e o frete abaixou muito mais do que isso’’, diz. Crivelaro e os demais caminhoneiros também fazem críticas severas às transportadoras.
No Oeste, a mesma cena se repetiu. Motoristas que estacionaram caminhões à margem ou em meia-pista de rodovias do Oeste paranaense, ontem, ameaçam impedir completamente o tráfego, caso até o final da semana não haja resposta para suas reivindicações, nas esferas estadual e nacional, e também de parte de empresas que utilizam seus serviços.
Em Céu Azul e São Miguel do Iguaçu, os caminhoneiros ocupam margens da BR-277 (Foz do Iguaçu-Paranaguá). Na primeira localidade, conhecida como ‘‘Cidade dos Camioneiros’’, mais de 800 caminhões estavam estacionados ontem. Houve muita discussão com condutores de cargas perecíveis, inclusive endereçadas ao Ceasa de Foz do Iguaçu, que acabaram liberadas.
Em Cascavel e Guaraniaçu, a manifestação ocorre no trevo da BR-277, e na primeira cidade afetando também as BRs 369 (ligação com o Norte do Paraná) e 467 (ligação à fronteira com o Paraguai). Ontem à tarde, aproximadamente 250 caminhões estavam parados em Cascavel. (Lucinéia Parra e Paulo Pegoraro)

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