Curitiba - A suspensão dos contratos de trabalho foi a alternativa encontrada pelas montadoras de automóveis e o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba para evitar demissões no setor. Segundo o sindicato, acordos firmados com a Volvo, a Renault, a Nissan, a Volkswagen e a Audi garantem o clima de tranquilidade entre os cerca de 10 mil metalúrgicos do estado.
Só na Renault, o acordo evitou a dispensa de mil empregados neste mês, informou o sindicato. O protocolo de intenções firmado com a montadora determinou a suspensão dos contratos, conforme o Artigo 476 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Nesse período, os metalúrgicos recebem bolsa de qualificação profissional, paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e uma ajuda compensatória da empresa, sem natureza salarial.
De acordo com o sindicato, os acordos garantem a manutenção do nível salarial líquido dos trabalhadores, assim como a computação dos cinco meses de suspensão do contrato para o pagamento de férias, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Outro mecanismo adotado pelo sindicato paranaense foi não fazer mais homologações e rescisões de contratos de trabalho dos empregados sem que as montadoras justifiquem as demissões e demonstrem que a decisão foi tomada após exaustivas negociações.

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