No País, produção cresceu 5%
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quinta-feira, 10 de julho de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
A produção industrial cresceu 5% de janeiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, em relação a abril, contudo, a produção teve queda de 1,7%, segundo o IBGE. Em confronto com maio de 96 houve acréscimo de 2,5%, o menor resultado neste tipo de comparação desde julho do ano passado.
Apesar do crescimento acumulado de 5% na produção industrial nos primeiros meses do ano, o comportamento da indústria em maio mostrou que a tendência da atividade é declinante. Tanto que a taxa acumulada de janeiro a abril foi superior (5,7%) e a acumulada em doze meses passou de 6% em abril para 5,7% em maio.
Conforme o IBGE, a redução da atividade industrial entre abril e maio foi generalizada. O segmento de bens de consumo duráveis, que vinha tendo um desempenho excepcional desde o Plano Real, caiu 14,1% neste confronto. Mesmo considerando que em abril a produção de duráveis avançou 13% em relação a março, a diminuição da produção registrada em maio anulou o acréscimo anterior e colocou o nível de produção 8,4% abaixo da média registrada nos quatro primeiros meses do ano.
Em relação a maio do ano passado, nove dos vinte gêneros industriais pesquisados apresentaram queda. O destaque, entre as reduções, ficou com o segmento de material elétrico e de comunicações, com variação negativa de 8,5%. Este mau resultado deveu-se principalmente à queda da produção de TV em cores (-12,2%). Segundo o IBGE, alguns fabricantes estão dando férias coletivas aos empregados para normalizar seus estoques, que estariam muito altos naquele mês.
Outros segmentos com diminuições significativas no nível de atividade, ainda nesta base de comparação, foram o têxtil (-7,7%) e o vestuário (-10,2%). Os impactos positivos ocorreram com os segmentos extrativo mineral (10,6%), química (11,6%) e metalurgia (8,3%). Nos casos da indústria extrativa mineral e da química, os desempenhos positivos foram influenciados pelo crescimento da atividade na extração de petróleo (12,5%), produção de derivados de petróleo (10,2%) e fabricação de álcool (12,1%).


