O relatório anual cibercrime da Norton Symantec divulgado esta semana revelou que a vítima de crimes virtuais no Brasil teve prejuízo de, em média, R$ 562 (ou US$ 277) nos últimos 12 meses, valor acima da média mundial, de US$ 197. No total, o custo gerado pelos cibercrimes no Brasil chega a R$ 15,9 bilhões. O Brasil divide o quarto lugar com a Índia entre os países com maior prejuízo financeiro decorrente do cibercrime. No mundo, o prejuízo com a prática chega a US$ 110 bilhões.
Nos últimos doze meses, 28,3 milhões de pessoas foram vítimas desse tipo de crime no País, ou 56% dos pesquisados adultos, outro número acima da média global, de 46%. Por outro lado, 36% dos brasileiros pesquisados não entendem o risco do crime cibernético ou as formas de proteção contra elas, e 51% consideram difícil saber se foram vítimas de malwares, números também acima da média mundial.
De acordo com Wanderson Castilho, perito em crime eletrônico e em análise forense digital da empresa e-Net Security, de Curitiba, o prejuízo financeiro no cibercrime decorre, principalmente, de acesso não autorizado à conta bancária, às contas de milhagens de voos e a cartões de crédito. ''E existe uma nova modalidade, que são prejuízos quando somos atacados financeiramente pela internet através de difamação e calúnia'', ele acrescenta.
''Apesar de parecer que a difamação e calúnia atinge apenas a imagem da pessoa, hoje é comprovado que clientes vítimas de difamação na internet tiveram prejuízo financeiro porque seus negócios começaram a ser atingidos pela difamação na internet. Concorrentes, por exemplo, estão utilizando esta tática para denegrir a imagem da empresa ou pessoa e, assim, atingi-los.''
Na maioria das vezes, o cibercriminoso consegue ter acesso a informações financeiras através de e-mail com links falsos de banco (phishing), que levam o usuário a uma página muito semelhante às destas instituições financeiras, mas que na verdade foram criadas pelo cibercriminoso para capturar dados bancários.
As melhores formas de se proteger do cibercrime, de acordo com Castilho, é utilizar Sistema Operacional autorizado, manter software antivírus instalado e atualizado e também manter-se informado sobre quais tipos de crimes são mais recorrentes.

Imagem ilustrativa da imagem No País, prejuízo com cibercrime chega a R$ 15,9 bi
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