No País, movimento atingiu pelo menos 14 Estados
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terça-feira, 10 de novembro de 2015
Marina Dias<br> Folhapress 
Brasília - O governo da presidente Dilma Rousseff registrou um aumento na adesão à greve dos caminhoneiros que atingiu pelo menos 14 Estados do país e, apesar de o número não ter sido considerado "preocupante", a ordem no Palácio do Planalto é "não menosprezar" a mobilização que teve início ontem. Segundo monitoramento da Polícia Rodoviária Federal, a paralisação começou com sete rodovias federais parcialmente interditadas e nenhum bloqueio total.
Boletim da Polícia Rodoviária Federal, com informações das 18h (de Brasília), informava a ocorrência manifestações em 11 Estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte também registraram protestos ao longo do dia. Em São Paulo, caminhoneiros protestaram na rodovia Raposo Tavares e na capital. No fim da tarde, havia 47 pontos de protesto, sendo quatro de interdição total, 22 com bloqueio parcial e 21 sem interdição (apenas aglomeração de caminhoneiros).
Diante dos números, a ordem no governo é continuar o monitoramento nas estradas pelas próximas horas e, caso cresça a adesão, avaliar se as lideranças serão chamadas para negociação com o governo federal. Interlocutores da presidente Dilma Rousseff avaliam que, em relação à última greve do setor, em abril deste ano, o movimento desta segunda foi "bem abaixo do esperado", porém, "um pouco maior" do que aguardava o Planalto. Ainda assim, os auxiliares da presidente afirmam que a greve é de movimentos "autônomos", ou seja, sem nenhuma ligação com sindicatos ou representantes oficiais da categoria.


