Em todo País, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza absoluta, resultando em uma queda da taxa nacional dessa categoria de pobreza de 33,6%, passando de 43,4% para 28,8%. No caso da taxa de pobreza extrema, 12,1 milhões de brasileiros superaram essa condição, o que possibilitou reduzir em 49,8% a taxa nacional dessa categoria de pobreza, de 20,9%, em 1995, para 10,5%, em 2008. Essa redução, no entanto, aconteceu de forma distinta nas diferentes regiões e unidades da federação.
O Paraná foi o segundo estado em redução na taxa de pobreza absoluta, com queda de 52,2%. De 39,1% em 1995, a taxa caiu para 18,7% em 2008. O Estado perdeu apenas para Santa Catarina. Em relação à pobreza extrema, o Paraná reduziu em 68% essa categoria de pobreza e aparece como o terceiro estado com a menor taxa, 5,7%. Em primeiro aparece Santa Catarina (2,8%), seguida por São Paulo (4,6%). Na outra ponta, Alagoas tem os piores índices, com 56,6% em taxa de pobreza absuluta e 32,3% na taxa de pobreza extrema.
Em relação à desigualdade de renda, Rondônia foi o estado com maior queda anual no Índice de Geni, que mede a desigualdade (1,3%), seguido pelo Amapá (1,1%) e Amazonas (1%). Na contramão, o Distrito Federal foi o único estado a aumentar a desigualdade, com aumento de 0,5%. O Paraná passou de índice 0,58 para 0,50, com redução de cerca de 1%. (M.G.)

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