NO MERCADO - CVM analisa abertura de capital da Sanepar
Carmem Murara
De Curitiba
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deverá dar o registro para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) se tornar uma empresa de capital aberto e negociar ações na Soma (Sociedade Operadora de Mercado de Ativos), num prazo de um mês. O pedido da Sanepar foi feito no dia 17 de dezembro do ano passado e está sendo estudado pelos analistas da CVM. A abertura de capital permitirá que a Sanepar negocie ações e tenha uma valorização de seu capital e patrimônio.
O presidente da Sanepar, Carlos Teixeira de Freitas, disse ontem que a opção pela Soma deverá se dar para que a companhia de saneamento se torne mais visível no mercado de capitais. Na Soma nós teremos uma maior movimentação e uma cotação diária, enquanto que na Bovespa a Sanepar não teria tanta visibilidade, porque negociaria menor volume de ações, explicou.
Teixeira disse ainda que a decisão de abrir capital foi tomada há mais de dois anos, quando o Governo do Estado fez a venda de parte do capital para a iniciativa privada. As próprias prefeituras que têm ações da Sanepar demonstraram interesse em ver os papéis sendo negociados no mercado de capitais.
Hoje, o governo detém 60% das ações com direito a voto na Sanepar, enquanto o grupo privado Dominó tem 39,7% das ações. Há ainda 0,3% de ações pulverizadas entre outros acionistas, a maioria prefeituras.
A venda de ações pelo governo do Estado ao grupo Dominó faz parte do projeto de desconcentração do poder estatal no Estado. O Dominó é formado pelas empresas Andrade Gutierrez com 27,5% das ações, Opportunity com 27,5%, Vivendi (de capital francês) com 30% e a Copel com 15%.
A CVM apresentou à Sanepar as exigências que são necessárias para a abertura de capital. Uma das informações prestadas é o patrimônio liquido da empresa, que é de R$ 927,53 milhões. Entre as condições impostas estão algumas pequenas mudanças na estrutura de diretorias e gerências.





