Arquivo FolhaNovos temposNos escritórios, datilógrafo dá lugar ao digitador: mudanças tecnológicas e nos sistemas de produção forçam adaptações na nomenclatura dos cargosO Ministério do Trabalho estima que nos próximos 30 anos um profissional deverá mudar entre 10 e 12 vezes, em média, sua situação ocupacional. Assim, incorporações de atividades, como de torneiro, retificador e madrilador, que se fundiram em operador de máquinas de usinagem, não será a única na carreira de um profissional.
A morte de determinadas funções ou sua fusão em outros perfis de trabalho são observadas continuamente em todos os segmentos profissionais atualmente. Nos bancos, por exemplo, os caixas estão em ‘‘extinção’’, a maioria das suas tarefas ficou a cargo dos caixas eletrônicos ou foi transferida a operadores de telemarketing. Nos escritórios, a tendência já não é nova mas vem se acentuando rapidamente: o datilógrafo deu lugar ao digitador. Neste caso mudou a tecnologia, mas o princípio do ofício é exatamente o mesmo.
Já no caso da indústria, as mudanças que vêm ocorrendo são tecnológicas e organizacionais. As fábricas de processos contínuos, como química, petroquímica e siderúrgica, mudaram, por exemplo, a instrumentação de pneumática a digital, consequentemente, o conhecimento do profissional que atua no controle desse processo.
A revolução da informática também vem atingindo de forma maciça o comércio. Os supermercados, rapidamente, substituíram os remarcadores de preços pelo código de barras. A função de remarcar produto a produto desapareceu, mas fez surgir a figura de um outro profissional, incumbido da tarefa de atualizar os preços apenas por uma listagem no computador. Como um digitador.

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