Curitiba - Para o consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, o PIB brasileiro deve fechar com crescimento de 2,7% a 2,8%. Segundo ele, o comércio deve ser o último setor a sentir a queda do PIB. O reflexo nas vendas deve ocorrer no segundo semestre e causar uma diminuição do nível de confiança dos empresários na economia. Ele acredita que os setores do comércio que vão sentir primeiro o impacto serão medicamentos, perfumaria, móveis e eletrodomésticos, eletrônicos e automóveis.
''Mesmo com a redução do IPI para estimular as vendas de veículos, o grau de endividamento da população é grande'', disse. Segundo ele, a expectativa é que o Natal seja mais ''magro'', ou seja, com menos dinheiro no bolso do consumidor.
''Com a queda nas vendas da indústria, aumenta o desemprego, diminui a confiança dos empresários e as vendas do comércio'', disse. No ano passado, as vendas do comércio cresceram 6% no Estado. ''Se atingirmos o mesmo resultado em 2012, já está bom'', afirmou.
Para este ano, a projeçõa para a inflação oficial (IPCA) caiu de 5,21% na semana passada para 5,17%. Para 2013, a previsão ficou em 5,60%. O centro da meta para este ano é de 4,5% e o teto, 6,5%.
A previsão para a taxa básica de juros, a Selic, neste ano, foi mantida em 8% (a mínima histórica foi de 8,75% em 2009), pela segunda semana seguida. Para 2013, foi mantida em 9,5%.
A projeção de valor do dólar em 2012 voltou a subir, passando de R$ 1,85, na semana passada, para R$ 1,90 ontem. Para 2013, ficou inalterada em R$ 1,85. O boletim Focus é elaborado pelo BC a partir de consultas feitas a instituições financeiras e expressa, semanalmente, como o mercado percebe o comportamento da economia. (A.B.)

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