No comércio, é hora do material escolar
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
A volta às aulas repete um drama comum nesta época do ano: a compra das listas de material escolar que surge com outras contas a pagar com impostos (IPTU e IPVA) e fatura de cartão de crédito que inclui os presentes de Natal. A regra básica é pesquisar e comparar preços, prazos e vantagens. A pesquisa revela que, além de caro o preço é muito variável de uma loja para a outra. Uma lista de material de pré-escola, por exemplo, pode chegar a uma diferença de R$ 26.
O movimento já é visível em algumas livrarias e papelarias de Londrina, onde à procura por materiais escolares começou em dezembro. ''Acho que os pais aproveitaram o 13º salário, além de que o ano letivo vai começar mais cedo este ano'', acredita a sócia-proprietária da Pepelaria Central, Margarethe Alves. Segundo ela, esse mês as vendas já estão boas e até o início de fevereiro devem triplicar.
Margarethe observa, entretanto, que os pais que vão às compras acompanhados dos filhos podem preparar o bolso para gastos maiores. ''Gastam o dobro, porque os filhos querem os lançamentos'', completa Margarethe. A professora Angélica Calixto, que estava acompanhando a sobrinha sabe bem disso. A garota, Beatriz Calixto Goto, de apenas 10 anos, ''estava comprando materiais diferentes''. ''Ela veio de outra cidade para escolher as novidades'', contou a tia. ''Quero o fichário, as canetas e os cadernos da Capricho para ficar diferente das amigas'', frisa a menina.
O sócio-proprietário da papelaria Artpel, no Centro, Ovanes Gava, salienta que as vendas e pesquisa de preços estão empatadas no estabelecimento. ''Pelas pesquisas, acredito que o movimento será forte após o dia 20'', disse Gava, acrescentando que o Natal das livrarias e papelarias é neste período. Para isso, ele preparou a loja com estoque de materiais lançados este ano. ''Setenta por cento do nosso material é lançamento. Outro restante chega até o dia 15'', comenta Gava. Ele oferece formas parceladas de pagamento para atrair o consumidor, que hoje está mais exigente e escolhe materiais com qualidade, segundo ele.
As capas de caderno do ano passado, por exemplo, estão bem mais em conta do que os lançamentos. Com a mesma qualidade e número de folhas um caderno universitário pode ter uma diferença no preço em 50% por causa da capa deste ano. ''Hoje, se paga pela capa. Quando o pai vem com o filho, o que se vende é a capa'', enfatiza Gava.
Na hora de fazer as compras é importante que os pais façam a tomada de preço procurando as melhores alternativas. Ontem, avó e tia pesquisavam a lista de materiais da pequena Kauane, de 5 anos. Elas já tinham passado por quatro lojas e os preços variavam entre R$ 30, R$ 35, R$ 36 e R$ 56. ''Vamos escolher o menor preço, mas com qualidade'', disse a tia, Simone Soares Cardoso. Na Livraria e Papelaria Arles, no Centro, o maior movimento é esperado para o final do mês. Muitas pessoas têm feito pesquisa de preços de materiais e livros didáticos, informou a gerente Elaine Oliveira.


