Rosemar Wozniak é proprietário de uma pequena lanchonete na Área Central de Curitiba. Ele comprou o estabelecimento há oito anos. ''A pessoa que tocava o local antes não era do ramo. Abria a lanchonete às 9 e fechava às 16 horas. Servia só umas 30 refeições por dia. Logo que comprei, aumentei para 70. Hoje, sirvo em média 140 refeições'', diz Wozniak.
O comerciante conta que, antes de comprar o estabelecimento, havia trabalhado em restaurantes e experimentado a condição de sócio em outra lanchonete. ''Quando você é do ramo, você enxerga as coisas e vê o que vai dar certo, o que pode ser melhorado. A lanchonete foi crescendo devagar, pouco a pouco. O que ia sobrando, eu investia. O duro é administrar o capital. O resto, você vai se virando'', afirma ele.
Mesmo assim, Wozniak admite que as coisas foram difíceis no começo. ''Eu era novo, tinha 26 anos. Não pensei muito na hora de comprar a lanchonete. Na época, não teria capital, por exemplo, para fazer uma rescisão de contrato de um funcionário. Hoje, se fosse para pegar a lanchonete do jeito que estava, eu não comprava. Mas graças a Deus deu tudo certo. Aqui (Centro de Curitiba), tudo ajuda. A localização é muito boa'', diz o comerciante.
Para quem está com a idéia de comprar uma empresa ativa, Wozniak alerta que é melhor buscar orientação. ''Hoje, se eu fosse comprar uma lanchonete, faria uma pesquisa. Se não tivesse dinheiro para isso, procuraria me informar por conta própria'', recomenda. (F.G.)

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