As bolsas de valores brasileiras retomam os negócios hoje, devendo refletir a expectativa do mercado em relação ao aumento dos juros, definido pelo Banco Central (BC) na sexta-feira, para conter a fuga de dólares do País. Se a medida efetivamente estancar a sangria das reservas cambiais, os mercados acionários podem recuperar parte das fortes perdas já apuradas.
A crise internacional, que elevou o grau de desconfiança em relação aos países emergentes (especialmente após a moratória russa), fez com que o mercado paulista despencasse e perdesse 39,55% em agosto e 9,81% na primeira semana de setembro. Puxado por essa queda livre, o Índice Bovespa (IBovespa) amarga desvalorização de 42,75% desde o começo do ano.
Além do efeito do aumento dos juros sobre o fluxo de dólares, o cenário externo será decisivo para ditar o comportamento das bolsas domésticas nos próximos dias. A principal esperança da comunidade financeira internacional é que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reduza as taxas de juros, o que seria fundamental para impedir uma recessão mundial. A exemplo do Brasil, ontem também não houve pregão em Wall Street (feriado do Dia do Trabalho). As principais bolsas européias fecharam em alta. O quadro não foi diferente na América Latina. O mercado acionário de Buenos Aires subiu 5,90%, enquanto o da Cidade do México avançou 4,90%.

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