A participação do financiamento Crédito Direto ao Consumidor (CDC), leasing e consórcio nas vendas de veículos no Brasil alcançou no primeiro semestre deste ano o maior índice da história. De cada 100 veículos comercializados no País, 80 foram adquiridos por meio de alguma dessas modalidades. Há cinco anos, a relação era de 60 em 100.
De acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), as operações de financiamento (CDC), pelas filiadas à entidade e por outros bancos, tiveram uma participação de 60% das vendas no primeiro semestre de 2001. O parcelamento por meio de leasing correspondeu a 4% e as operações de consórcio, a 16%. Assim, o volume comercializado à vista correspondeu a 20% do total das vendas.
Juros mais baixos para o consumidor são o principal fator que justifica o aumento do número de financiamentos, segundo a Anef, mesmo com a instabilidade das taxas a partir de fevereiro deste ano. A compra financiada (CDC), que hoje é responsável por 60% das operações, correspondia a um volume quatro vezes menor em 1998: 15%.
Na época, as taxas de juros eram de 4,5% ao mês em média, ante uma taxa atual de 2,62% ao mês, que em fevereiro deste ano atingiu níveis ainda mais baixos, de até 1,99%. O ano de 1998 registrou também o pico da inadimplência entre os clientes dos bancos das montadoras: 6,8%. Hoje, o índice está em torno de 5%.
Para o presidente da Anef, Luiz Carlos Andrade, se não houver nova alta na Selic taxa básica de juros, hoje em 19% ao ano as taxas de financiamento dos bancos das montadoras deverão ter uma ''pequena queda'' até o fim do ano. Mantido o quadro atual, a compra de veículos à vista deverá fechar o segundo semestre de 2001 ligeiramente acima do porcentual do primeiro semestre, passando de 20% para 22% das vendas.

mockup