Curitiba- Ao comprar um botijão de um revendedor clandestino, o consumidor não tem garantia de procedência e de assistência técnica caso ocorra algum problema com o produto. O alerta é do diretor jurídico do Sindigás, Ricardo Tonietto. Ele estima que, no Brasil, existam 90 mil revendas irregulares. Segundo dados da ANP, hoje são 70 mil revendedores regulares mas, o setor estima que exista um total de 270 mil no País. A ANP iniciou um trabalho de recadastramento das revendas que já foi concluído no Rio Grande do Sul e está em curso em São Paulo, Distrito Federal, Pará e Maranhão. No Paraná, ainda não foi iniciado. A meta é regularizar todos revendedores e verificar se preenchem as condições técnicas e financeiras.
O tenente e chefe do setor de vistorias do Corpo de Bombeiros, Ivan Ricardo Fernandes, destacou que o revendedor deve ser credenciado na ANP, ter alvará da prefeitura e do Corpo de Bombeiros, exibir uma placa com telefone para reclamações, ter uma balança para pesar o botijão e manter os botijões a 3 metros de qualquer ponto elétrico. Segundo ele, a situação das revendas clandestinas em Curitiba é mais crítica em bairros afastados como Sítio Cercado, Barreirinha, Cidade Industrial de Curitiba, Pinheirinho e Santa Felicidade. Cada revenda regular é visitada uma vez por ano para ser fiscalizada. As punições para as irregulares são interdição, apreensão dos botijões e multa que varia de R$ 50 mil a R$ 1,5 milhão. (A.B.)

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