No Brasil, mercado em ziguezague
Marie Hippenmeyer/France PressePregão turbulentoEntre os operadores brasileiros, sobra desconfiança: volume de negócios despencou ontem na BovespaAs bolsas domésticas seguiram à risca o vaivém do Dow Jones, guardando, no entanto, uma distância considerável deste índice nos momentos de sua recuperação. O mercado externo ainda passa por uma fase de intensa volatilidade: o Dow foi da mínima de 8.361 pontos (-1,48%) à máxima de 8.574 pontos (+1,03%), fechando em alta de 59 pontos (+0,70%), em 8.546 pontos. No Brasil, o Ibovespa oscilou de -3,05% a +1,02% e terminou a tarde em queda de 0,32%. A Bolsa do Rio caiu 1,55%.
Sobra desconfiança entre operadores brasileiros. O volume de negócios em São Paulo foi reduzido para R$ 697 milhões, indicando que muitos investidores optaram por não se arriscar, quer na compra, quer na venda. Pessimistas, alguns profissionais consideram que o fluxo de boas notícias minguou no País, com a reeleição de Fernando Henrique Cardoso praticamente assegurada e o vácuo entre Telebrás e o próximo leilão de privatização.
De outro lado, lembram outros observadores, há um limite claro para a baixa: o preço. No momento em que - e se - o cenário externo se acalmar, tesourarias deverão voltar à caça das boas barganhas no mercado. Pode ser o caso das empresas de telefonia, que nem sequer tiveram tempo para serem paparicadas após a privatização do setor; ou então, das elétricas.
Ontem, entre as blue chips, Eletrobrás PNB (+0,29%), Vale PN (+2,63%) e Cemig PN (+2,74%) conseguiram fechar em território positivo. Das oito maiores altas do Ibovespa, dois papéis foram do setor de telefonia e três do elétrico.





