No Brasil, crescimento foi recorde
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Isabel Sobral<BR>Reportagem Loca 
Brasília - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho registrou em 2007 a criação de 1.617.392 empregos com carteira assinada. Esse resultado é recorde na série histórica do Caged, iniciada em 1992. Com as novas vagas, o total de empregos formais do País cresceu 5,85% no ano passado em relação a 2006.
No mês de dezembro, entretanto, houve o fechamento de 319.414 postos de trabalho. Normalmente, o último mês do ano gera mais demissões do que contratações, porque é um momento em que a indústria e o comércio reduzem o ritmo, encerrando a preparação para as festas de fim de ano.
De acordo com os números do Caged, todos os setores da economia tiveram elevação do nível de emprego formal no ano passado. Os principais deles são a indústria (384.584 novas vagas), comércio (405.091 empregos) e serviços (587.103 postos). Os dois primeiros setores (serviços e comércio) tiveram desempenho recorde e a indústria, o segundo melhor resultado da série histórica do Caged, iniciada em 1992.
Os subsetores da economia com maior destaque em 2007 no mercado formal foram a construção civil, que registrou uma expansão de 13,08%, e os serviços de comércio, com 6,56%.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, atribuiu o recorde da geração de empregos formais no País em 2007 ao crescimento da economia, estimado em 5,2%. ''A gente sente que há uma consistência de forma generalizada na geração de empregos. Isso permite manter a minha previsão otimista de que 2008 vai ser ainda melhor que 2007'', disse Lupi, acrescentando que os dados apontam para uma geração de 1,8 milhão a 2 milhões de novos empregos que podem ser criados este ano.
Para o ministro, uma eventual recessão na economia norte-americana não afetará de forma significativa o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e a continuidade da geração de empregos formais. Segundo ele, isso deverá acontecer porque as exportações brasileiras têm clientes diversificados no mundo e não só nos Estados Unidos, e a demanda interna permanece aquecida.


