No Brasil, bolsa cai
e o dólar sobe 0,79%
O mercado acionário brasileiro encerrou o primeiro dia da última semana de abril em queda, refletindo basicamente o comportamento da Nasdaq. No pior momento da tarde, a baixa do índice norte-americano superou 8%. A Bovespa caiu 2,69%, para 14.794 pontos, acumulando no mês perda de 16,98%. A Bolsa do Rio de Janeiro registrou queda de 1,79%, passando a acumular no mês baixa de 14,37%. No curto prazo, as bolsas nacionais deverão continuar tendo seu comportamento norteado pelos humores do mercado externo.
Assim como as bolsas, o mercado de câmbio também reagiu negativamente à forte queda da Nasdaq e das ações da Microsoft nesta segunda-feira nos EUA. Na parte da tarde, quando a bolsa eletrônica norte-americana atingia suas mínimas, com queda de até 8%, o dólar chegou a atingir máxima de R$ 1,797, com alta superior a 1%. No fechamento, com a Nasdaq desacelerando a queda para 4,42%, o dólar também devolveu parte da alta e fechou em R$ 1,7920, 0,79% acima do encerramento de quinta-feira passada, mas sem grandes sustos.
Qualquer sinal de pressão – ou alívio – nas expectativas de inflação e juros certamente terá resposta em todos os mercados. E o câmbio brasileiro poderá reagir se houver impacto nos fluxos de capitais. De acordo com avaliação das instituições financeiras, se o próprio Copom lançou mão da Nasdaq para tirar o viés da Selic, não há porquê nadar contra a corrente.
Mesmo porque ninguém ainda sabe quando e como a instabilidade das tecs e biotecs vai terminar. Na dúvida, e com medo, os players tendem a pedir mais juro para carregar papéis prefixados longos. Todo o resto, como índices de inflação sob controle e até recuperação da balança comercial (leia abaixo), tende a ficar em segundo plano enquanto o telão de Times Square espalhar medo pelos mercados. (Márcia Pinheiro, Francisco Carlos de Assis e Josué Leonel)

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