No Brasil, área preferida ainda é a educacional
Para investir em projetos sociais, a empresa precisa ter mais do que boa vontade e recursos para este objetivo. De acordo com a pesquisadora Elizabeth de Melo Rico, doutoranda no Programa de Ciências Sociais da PUC-SP e concluindo tese sobre gestão de projetos sociais, a eficiência do trabalho social demanda a manutenção de uma equipe técnica constituída por profissionais preparados para assumirem a responsabilidade de inserir a empresa no contexto social da comunidade onde funciona. Ela também esteve em Londrina para participar do 19º Ciclo de Estudos em Administração, compondo uma mesa de debates sobre Gestão social: novas configurações e dilemas nas relações entre os setores público, privado e civil.
Elizabeth afirmou que o empresariado brasileiro começou a desenvolver um trabalho sistemático de investimento em projetos sociais a partir de 1985, mas foi na década de 90 que as empresas passaram a exigir resultados sólidos dos investimentos feitos. Para responder a este exigência, surgiu a necessidade de profissionais preparados para a função de captar recursos. É preciso saber falar a linguagem empresarial sem descaracterizar o objetivo social do projeto, agindo sempre com muita transparência, disse.
Segundo a pesquisadora, o segmento voltado a crianças e adolescentes, com destaque para projetos educacionais, é o setor que mais recebe investimentos por parte do empresários brasileiros. Em segundo lugar estão os projetos envolvendo a comunidade, seguidos das áreas de meio-ambiente, lazer e cultura. Apesar deste ranking, o envolvimento das empresas nacionais no setor é pequeno, se compararmos com os Estados Unidos, que investiram US$ 143,5 bilhões apenas em 1997. (C.A.)





