No ano, cesta básica sobe 10,39% em Londrina
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terça-feira, 08 de novembro de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
A cesta básica teve acréscimo de 1,54% em outubro, em Londrina, no comparativo com setembro. Para uma família de quatro pessoas, o custo mensal ficou em R$ 682,76. No acumulado do ano, de janeiro a novembro, o kit básico de alimentos apresentou alta de 10,39%. Na soma dos últimos 12 meses, a cesta está 4,14% mais cara. Os dados são da pesquisa mensal coordenada pelo economista Flávio Oliveira dos Santos com a colaboração de alunos da Faculdade Pitágoras.
Dos 13 produtos pesquisados, oito tiveram aumento de preço e cinco ficaram mais baratos. Com 14,77% de acréscimo, o tomate foi o campeão entre os que estão mais caros, com variação de preço, entre os nove supermercados consultados, de R$ 2 a R$ 3,99 o quilo. Santos credita esse aumento ao período de entressafra, ''quando a produção ainda é pequena'', e também por não ter encontrado esse legume em promoção nos estabelecimentos pesquisados. ''A tendência é que no final do ano o tomate fique mais barato'', adianta.
''Por outro lado, com as festas de final de ano, o preço da carne, que teve acréscimo de apenas 0,77% em outubro, tende a aumentar'', observa. O quilo da carne variou 34,16% nos nove supermercados, ficando entre R$ 12,97 e R$ 17,40, ''sem promoção''.
Também apresentaram aumento a margarina (11,92%), o arroz (5,15%), o açúcar (3,73%), o óleo de soja (1,61%), o café (1,57%) e o leite (0,50%). Na avaliação do professor, a variação total de 1,54% significa estabilidade mediante os percentuais anteriores. ''No mês passado, por exemplo, o acréscimo foi de 1,33%'', lembra.
Na lista dos produtos que apresentaram redução, a banana lidera com -7,94%, seguida da farinha (-7,27%), batata (-2,59%), feijão (-1,55%), pão francês (-0,23%). A variação da batata foi de 103,06% entre o supermercado mais barato e o mais caro, sendo que os preços variaram de R$ 0,98 a R$ 1,99 o quilo.
O coordenador do estudo orienta os consumidores a aproveitarem as diferentes promoções, fazendo compras em dias alternados para economizar. Outra dica é levar uma lista com os itens que está precisando, para não comprar coisas desnecessárias. Ele reforça que a melhor arma é a pesquisa de preço, que deve ser feita em, no mínimo, três ou quatro estabelecimentos.
''Caso o consumidor adquirisse o produto mais barato em cada um dos nove pontos de venda consultados, a economia para a família poderia chegar a R$ 188,55, o que significa 34,40% quando comparado com os valores do supermercado que praticava maiores preços no último dia três'', argumenta.



