No 1º dia, acordos de US$ 112 milhões
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quarta-feira, 19 de abril de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Mais de 100 empresários paranaenses participaram das rodadas de negócios com venezuelanos, realizadas ontem no Centro de Eventos do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Cietep), em Curitiba. As rodadas fizeram parte do 2º Encontro Interregional pela Integração com o Paraná.
Os empresários do Paraná e da Venezuela fecharam acordos de US$ 112 milhões. Deste total, US$ 20 milhões são referentes a exportações que o Paraná fará nos próximos seis meses à Venezuela. O restante, US$ 92 milhões, se referem a importações paranaenses dos venezuelanos.
Desse conjunto, US$ 35 milhões são acordos de joint-ventures, disse o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho. O presidente Hugo Chávez e o governador Roberto Requião devem fechar acordos governamentais de mais de US$ 200 milhões. Com isso, serão US$ 312 milhões em negócios bilaterais.
Os empresários paranaenses passaram a tarde de ontem em contato com cerca de 40 empresários venezuelanos. O coordenador do Conselho Temático de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado do Paraná e vice-presidente da entidade, Ardisson Naim Akel, disse que aconteceram mais de 100 reuniões.
O diretor de novos negócios da LDG Adicon, Luis Fernando Kuns, disse que a rodada de negócios foi importante para iniciar contatos para novas parcerias. Ele presta serviço para a Poli Plásticos e Embalagens de Londrina. Devemos ir no final de maio para a Venezuela, disse Kuns. Segundo ele, a empresa tem interesse em comprar matéria-prima dos venezuelanos e de fornecer produtos acabados para eles. O acordo comercial entre os dois governos (Paraná e Venezuela) facilita as negociações, afirmou.
O venezuelano Diego Betancourt, da Venefoil, empresa que fabrica embalagens plásticas para alimentos, acredita no intercâmbio entre os empresários paranaenses e venezuelanos. Há grande possibilidade de exportarmos nossos produtos para o Brasil. Os paranaenses demonstraram muito interesse em nossas embalagens, disse. Segundo ele, o diferencial de seus produtos é a caracterização de acordo com as necessidades de cada cliente e o padrão de qualidade, comparado aos produtos europeus.


