Esta é a segunda vez em 17 anos que Itaipu, cuja produção foi iniciada em 1984, é obrigada a rebaixar o nível do lago. A usina de Itaipu é, ao sul, a última da série de 48 existentes na Bacia do Paraná e, por enquanto, ainda está com o reservatório dentro do nível considerado normal, com 219 metros acima do nível do mar. O projeto da usina, de fio d’água, prevê a utilização plena de toda a água que chega ao reservatório.
Para produzir os cerca de 11 mil megawatts diários de energia, que é o limite que as linhas de transmissão suportam, Itaipu precisa do ingresso no reservatório de 10 a 11 mil metros cúbicos de água por segundo. Caso contrário, a manutenção dos mesmos índices de geração requer o uso dos estoques de água da represa.
Como a estiagem deve provocar a queda do volume de entrada de água, a geradora terá de reduzir o armazenamento de água. Os técnicos da hidrelétrica têm quase certeza de que isso será necessário, embora não se saiba quando começará o uso do estoque de água. Em 99, já foi preciso reduzir o reservatório em 4,80 metros por aproximadamente dois meses.
Pelas previsões, a queda do armazenamento pode começar no final de julho, quando Furnas prevê a conclusão do terceiro circuito que transmite a produção em 60 hertz de Itaipu. Para não sofrer corte na produção de energia, a hidrelétrica está fazendo manobras para a manutenção das turbinas, garantindo que, no segundo semestre, todas as 18 estejam funcionando plenamente. (AE)

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