O nível dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste continua caindo, apesar do esforço do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para poupar as hidrelétricas ao acionar as usinas termelétricas. O informativo preliminar diário de terça-feira, publicado ontem pelo ONS, mostra ligeira queda de 0,1 ponto porcentual no nível de armazenamento das usinas das duas regiões, para 44,7% da capacidade total.
Por conta disso, diminuiu ainda mais a diferença entre a curva do nível de armazenamento dos reservatórios e a curva de aversão ao risco (CAR), referência para o volume de água necessário que garantiria o abastecimento do mercado com segurança.
Já a situação na Região Nordeste registrou ligeira melhora. O nível dos reservatórios avançou de 27% para 27,1%, do dia 7 para o dia 8. No Sul, o documento informa recuo de 0,3 ponto porcentual no volume de água nos reservatórios da região, para 74% da capacidade total. No Norte, o nível de armazenamento recuou 0,1 ponto porcentual, de 30% para 29,9%.
Sem apagão - O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, descartou ontem que haja o risco de um apagão de energia elétrica ou mesmo um racionamento neste e no próximo ano. Na terça-feira, o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jerson Kelman, disse que não seria ''impossível'' um racionamento de energia até o fim do ano.
''Está descartado apagão elétrico em 2008 e 2009. Ele (Kelman) colocou uma posição individual do diretor-presidente que não reflete a posição da agência'', declarou. Hubner disse que o governo vem acompanhando a situação dos reservatórios das hidrelétricas, que estão baixos por falta de chuva. Com os reservatórios mais vazios, quase todas as termelétricas a gás natural do país já foram acionadas e não há mais insumo para novas usinas.
Hubner fez questão de frisar que o país passa por uma situação diferente de 2001 - quando houve um racionamento de energia - e lembrou que ainda são esperadas chuvas até o fim de março. ''Não temos nenhum motivo para alarde. Tomamos todas as ações para não contar unicamente com as incertezas hidrológicas, antecipamos termelétricas do Nordeste para manter uma situação de segurança'', afirmou.
Ele disse que poderão ser adotadas novas medidas caso não chova, como a geração de energia por térmicas a diesel e óleo combustível - mais caras e poluentes.

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