Rio - O nível da ocupação, proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa, foi estimado em 53,6% em maio no total das seis regiões que compõem a Pesquisa Mensal do Emprego, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve estabilidade em relação ao nível registrado em abril, mas a ocupação teve uma elevação de 0,6 ponto porcentual na comparação com maio de 2010.
Na comparação com abril, todas as regiões mantiveram estabilidade em maio no nível de ocupação, com exceção de Belo Horizonte, onde o indicador passou de 56,7% em abril para 57,6% em maio.
''Há um crescimento da população ocupada e a gente percebe que esse crescimento é positivo. Embora seja estável, ele está sempre devagar indo à frente. Está crescendo gradativamente de janeiro para cá'', disse o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. ''O mercado de trabalho está crescendo acima do crescimento vegetativo. Está entrando mais gente no mercado de trabalho do que está nascendo''.
Em relação a maio de 2010, o nível de ocupação subiu em Porto Alegre (de 52,9% para 55,3%) e Recife (45,8% para 47,6%), mas recuou em Salvador (51,5% para 49,9%).
O nível de ocupação manteve-se estável em todas as atividades, na passagem de abril para maio, exceto no grupamento ''outros serviços'', em que registrou queda de 2,9%. No confronto anual, houve aumento de 5,2% no contingente de trabalhadores do Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, e de 5,0% no de Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira.
Desemprego estável
Considerando as seis regiões metropolitanas de forma conjunta, a taxa de desemprego apurada pelo IBGE ficou estável em maio, em 6,4% - a mesma variação apurada em abril. A taxa de desemprego registrou variou significativamente só em duas regiões metropolitanas. Em Belo Horizonte, a taxa de desocupação saiu de 5,3% em abril para 4,7% em maio. Em movimento contrário, o desemprego aumentou no Rio de Janeiro, passando de 4,8% para 5,4% no mesmo período.
Rendimento médio
O rendimento médio real (descontada a inflação) habitual dos trabalhadores brasileiros registrou variação positiva de 1,1% em maio ante abril e subiu em quase todas as regiões, segundo a PME. Em relação a maio do ano passado, a alta foi de 4%. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados no País foi de R$ 1.566,70 em maio, o valor mais alto para o mês desde 2002.
Já a massa de rendimento real habitual dos trabalhadores foi de R$ 35,5 bilhões em maio, um valor 1,6% acima do registrado em abril e 6,6% maior que o de maio de 2010. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados, de R$ 35,3 bilhões, subiu 1,5% em abril ante março e 6,9% na comparação com abril do ano passado. Este dado sempre se refere ao mês anterior ao da divulgação da PME.

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