Nível de emprego no PR subiu 0,55% em agosto
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quarta-feira, 01 de outubro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O nível de emprego formal (com registro na carteira de trabalho) no Paraná cresceu 0,55% em agosto em relação a julho. Isso representa 8.698 vagas a mais em todo Estado, sendo 7.265 (83,52%) só no Interior e o restante em Curitiba e Região Metropolitana. Esse é o melhor resultado do mês de agosto desde 1990. Já no acumulado de janeiro a agosto, houve um aumento de 4,8% no número de postos de trabalho no Paraná. Foram gerados 72.217 empregos, sendo que 90,58% são no Interior. O índice nacional de emprego subiu 0,35% no mês e 3,04 no acumulado do ano. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Entre os três estados do Sul do País, o Paraná foi o que obteve o melhor resultado na geração de empregos em agosto. Santa Catarina aumentou em 0,52% suas vagas e o Rio Grande do Sul, com alta de 14%. Já no acumulado dos primeiros oito meses do ano, o Paraná continua em primeiro lugar. O Estado conta, hoje, com cerca de 1,5 milhão de trabalhadores com carteira assinada.
Em números absolutos, as áreas que mais puxaram para cima o nível de emprego foi o ensino, com 2.599 empregos a mais; o comércio varejista, que abriu 2.058 novos postos de trabalho; e o setor de serviços gerais, que teve um criou 1.180 vagas. Segundo o economista do Dieese, Cid Cordeiro, o ensino, principalmente o universitário, está encabeçando a lista de geradores de emprego por causa do início do semestre letivo, mas que os números de setembro já devem ser diferentes. É interessante ressaltar do total de vagas geradas peloas instituições de ensino, 2.326 são do Interior. O mesmo acontece com o setor do comércio - 1.758 são do interior do Estado.
Já os setores que apresentam as piores quedas no nível de emprego foram a construção civil, com menos 1.975 só em Curitiba e região e uma leve alta de 197 postos no Interior; os materiais elétricos e comunicação, com menos 1.528 empregos na RMC e com 178 gerados no Interior; e a administração pública, com menos 489 vagas em todo o Estado. Já a renda do trabalhador paranaense caiu no acumulado de janeiro a julho em 7%. A remuneração média, em agosto, está em R$ 790. Cordeiro explica que essa queda no rendimento se deve basicamente a alta da inflação, que vinha acontecendo desde o ano passado.


