Nível de emprego no PR foi o melhor em dez anos
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná fechou 2001 com o melhor desempenho nos últimos dez anos no nível de emprego, com crescimento de 3,82% em relação a 2000. Foram criadas 53 mil vagas, impulsionadas pela indústria de alimentação, bebidas e mecânica e ensino. Em 2000, haviam sido criadas apenas 28 mil postos de trabalho.
O Paraná ficou em sétimo lugar no ranking da criação de emprego formal, atrás de outros estados que têm agricultura forte. A agricultura foi o setor que impulsionou a economia brasileira, apesar de não sustentar as vagas criadas pela safra recorde.
Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O total de empregados com carteira assinada no Estado é de 1,46 milhão. A agricultura paranaense, no acumulado de 2001, criou apenas mil novas vagas, uma variação de 1,18% em relação a 2001. O que marcou o desempenho do Paraná em 2001 foi a agroindústria, e o Estado ficou atrás de outros que têm economia preponderantemente agropecuária, avaliou o economista técnico do Dieese, Cid Cordeiro.
Em primeiro lugar entre os Estados ficou Santa Catarina com variação de 5,49% no nível de emprego, seguido por Espírito Santo (5,43%), Mato Grosso (5,12%), Mato Grosso do Sul (4,80%), Acre (4,43%) e Goiás (4,27%). Até meados de agosto, a agricultura teve participação importante no Paraná, mas são empregos sazonais que não se sustentam, afirmou.
Na avaliação do Dieese, a produção industrial do Estado, que cresceu 3,34% em 2001, foi puxada por setores tradicionais, como alimentos e bebidas e química. Não houve mudança no perfil industrial, afirmou Cordeiro. Dados recolhidos pelo órgão mostram que o consumo de energia industrial aumentou 5,7%, o nível de emprego do setor aumentou 6,3% e a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do setor teve alta de 29,4%.
A indústria de alimentos e bebidas teve aumento de 14,8% no número de vagas e o da indústria mecânica, 9,29%. Outros setores com bom desempenho foram o ensino (8,64%) e transporte e comunicação (7,47%). Os setores que tiveram queda no nível de emprego foram a construção civil, (-9,38%), saneamento e energia (-3,51%) e administração pública (-0,15%).


