Curitiba A desaceleração no crescimento do nível de emprego colocou o Paraná na 19 posição entre os demais Estados brasileiros, em julho, com variação de 0,26% e a geração de 4.631 vagas. Foi o pior resultado para o mês, desde julho de 2003, quando o crescimento foi de 0,22%. O índice nacional foi 0,45% com o Estado do Acre, que registrou aumento de 1,19%, ocupando a primeira posição no ranking. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Segundo análise do Dieese, a desaceleração em relação aos resultados de 2004 quando houve o maior crescimento do nível de emprego da série de dados do Ministério do Trabalho vem sendo observada desde o início do ano. Nos primeiros sete meses, foram criadas 79.209 vagas, representando um crescimento de 4,63%. Já no mesmo período do ano passado, a variação acumulada foi de 6,71% com a geração de 106.311 postos de trabalho.
Para o economista do Dieese, Sandro Silva, o baixo desempenho no nível de emprego, no acumulado de janeiro a julho, é reflexo da política econômica, que aumentou a taxa de juros, provocando retração nas atividades voltadas para o mercado interno. Segundo ele, apesar do desempenho positivo nas exportações industriais, as vendas para o mercado externo também não contam com cenário favorável por causa da queda no preço de algumas commodities, quebra de safra e desvalorização do dólar frente ao real.
Mesmo tendo recuado 25,5% no volume de vagas, na comparação com 2004, o acumulado nos sete meses deste ano representa o segundo melhor desempenho desde 1992. O recuo no Interior foi de 31,62%, marcado, principalmente, pela perda de postos na agricultura, que baixou de 15.022 para 10.452 cerca de 30% a menos.
Pelo segundo mês consecutivo, a Região Metropolitana de Curitiba, com variação de 0,39%, apresentou desempenho superior ao Interior do Estado (0,18%), tendência que deve ser mantida até o final do ano, avaliou Silva. Nos sete primeiros meses, no entanto, o nível de emprego no Interior cresceu 5,25%, com a geração de 54.998 empregos ou o equivalente a 69,4% dos empregos gerados no Estado e a região metropolitana registrou um aumento de 3,65%, com a geração de 24.211 postos de trabalho ou 30,6% do total.
Em julho, o crescimento do emprego no Paraná foi puxado pelos setores de serviços e comércio que, juntos, geraram 4.241 novos postos de trabalho, respondendo por 91,6% do total de empregos. Apesar de ter apresentado desempenho melhor na comparação com o Interior, o Dieese estima que a taxa de desemprego na região metropolitana permaneça elevada cerca de 15%, o que corresponderia a aproximadamente 200 mil desempregados.

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