Nível de emprego no Paraná recua 0,19%
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de janeiro de 2003
Rosana Félix<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O nível de emprego no Paraná em novembro do ano passado apresentou uma ligeira queda, de 0,19%. Apesar de ser a primeira queda de 2002, esse movimento era esperado, já que nesse mês ocorrem demissões na agricultura e na indústria de alimentação, por causa da entressafra. O desempenho foi avaliado como bom pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que divulgou os dados ontem.
Tradicionalmente há retração de vagas em novembro, mas em 2001 ocorreu a menor queda desde 1990. Houve perda de 2.843 empregos em novembro, influência do desempenho do Interior, que fechou 3.304 postos de trabalho. A Região Metropolitana de Curitiba criou 461 vagas. ''O Interior foi mais prejudicado porque concentra mais empregos na área agrícola e da indústria de alimentação, que fecharam vagas por causa da entressafra'', afirmou o economista do Dieese, Sandro Silva. O nível de emprego na agricultura caiu 4% no mês e o da indústria, 0,49%. A construção civil também fechou vagas (-1,23%). Já o comércio teve desempenho positivo: criou 3,858 vagas, uma alta de 1,21%.
Os dados de novembro divergem do desempenho observados no período de janeiro a novembro. O crescimento do nível de emprego no Paraná subiu 5,93% no período, uma taxa muito boa, segundo Silva. O Interior concentrou o maior número de vagas criadas: 63.328 das 83,280 geradas, o equivalente a 76%.
No acumulado dos 12 meses, o crescimento do emprego se concentrou na indústria têxtil (7.632 empregos), indústria da alimentação (5.850) e na agricultura (8.250 vagas). ''O desenvolvimento dessas áreas se deu pela desvalorização cambial, que possibilitou exportações de alimentos e encareceu produtos importados, favorecendo a indústria têxtil nacional'', avaliou Silva.


