Nível de emprego no Paraná cresce 0,39%
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quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em agosto, o nível de emprego no Paraná teve crescimento de 0,39%, o que representou a criação de 7.258 vagas. No primeiro semestre, o Interior do Estado foi responsável pela maior parte da geração de empregos. No segundo semestre, a concentração acontece na Região Metropolitana de Curitiba em função da entressafra da agricultura e de mais contratações com vistas ao final do ano. Este comportamento já foi observado em agosto, quando o Interior apresentou crescimento de 0,30% com a criação de 3.349 postos de trabalho. Por outro lado, a Região Metropolitana de Curitiba teve um crescimento de 0,54% o que equivale a 3.909 novas vagas.
Segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva, de setembro de 2001 a junho de 2005, a geração de empregos era mais forte no Interior do Estado. A partir de 2004, com a retomada da economia, os grandes centros urbanos passaram a gerar mais vagas. E esta tendência está ocorrendo no País todo e não apenas no Paraná.
Em agosto, os segmentos que mais geraram empregos no Estado foram o comércio varejista (1.465 vagas), hotéis e restaurantes (1.282 vagas), têxtil e vestuário (826 vagas), ensino (754) e construção civil (609). As maiores quedas foram nos segmentos de madeira e mobiliário (-410 vagas) e na agricultura (-370 vagas).
No período de janeiro a agosto, o crescimento no número de vagas foi de 4,75% no Estado com a criação de 84.164 postos de trabalho. Esse volume de empregos é 6% menor que no mesmo período de 2005. Nos últimos 12 meses (terminados em agosto), o crescimento foi de 3,67%. Os setores que mais geraram empregos de janeiro a agosto foram a indústria de alimentos e bebidas (18.206 vagas), agricultura (9.869 vagas), outros serviços como segurança, vigilância e limpeza (9.243 vagas), hotéis e restaurantes (7.746 vagas), comércio varejista (7.605 vagas), construção civil (6.300 vagas), transportes e comunicações (3.587 vagas), ensino (3.077 vagas), têxtil e vestuário (2.951 vagas) e médicos e odontologistas (2.108 vagas).
O supervisor técnico do Dieese, Cid Cordeiro, acredita que 2006 feche com a geração de um volume de empregos igual ou abaixo de 2005, quando foram criados 72 mil empregos. Ele explicou que além de a economia não crescer dentro do previsto, o Paraná foi afetado pela crise na agricultura, pela gripe aviária e pela desvalorização do câmbio. Setores que tradicionalmente geram muitos empregos no Estado como agricultura e madeira e mobiliário tiveram queda.
No início do ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) era de 4%. Agora, o governo federal já revisou esta estimativa para 3,5%. Ontem, o governo reconheceu, pela primeira vez, no relatório do Banco Central que o PIB não vai atingir 4% de crescimento. E, o mercado trabalha com consenso de crescimento de apenas 3%.


