Curitiba - A indústria paranaense continua gerando empregos. Em maio, houve incremento de 4,3% no número de trabalhadores, em comparação com o mesmo mês de 2002. Esse é o décimo resultado positivo consecutivo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o melhor do mês em relação a outros oito estados. O desempenho da indústria do Paraná foi bem superior ao da média brasileira, que teve queda de 0,6% no nível de emprego em maio. Das 14 regiões pesquisadas, apenas cinco registraram crescimento.
Os setores que puxaram o resultado positivo no Paraná foram alimentos e bebidas, com crescimento de 9% no número de vagas, e máquinas e equipamentos, com alta de 20,9%. O principal resultado negativo foi de outros produtos da indústria de transformação (brinquedos, utilidades domésticas, etc.), com queda de 19,9%.
O emprego industrial do Paraná também mostra elevação no período janeiro-maio: aumento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2002. Esse crescimento deriva do aumento de trabalhadores na indústria de madeira (15,4%) e alimentos e bebidas (6,6%). O setor de outros produtos da indústria de transformação também lidera a queda do nível de emprego no acumulado janeiro a maio: -20,5%. ''O Paraná seguiu uma tendência observada em nível nacional, sendo beneficiado pelas atividades ligadas ao agronegócio e à exportação, mas com crescimento bem mais expressivo'', explicou o técnico da Coordenação de Indústria do IBGE André Macedo.
No levantamento nacional, dez ramos reduziram o número de empregados em maio, com destaque para outros produtos da indústria de transformação (-9,1%) e minerais não-metálicos (-6,9%). Apresentaram crescimento produtos de metal (10,8%) e máquinas e equipamentos (exclusive eletroeletrônicos) e de comunicações (6,8%). O levantamento de janeiro a maio mostra queda de 1,1%, provocada principalmente pela retração em outros produtos da indústria de transformação (-8,7%).
A folha de pagamento da indústria de maio teve queda de 4,8% no Paraná e de 7% no Brasil. No Estado, a principal contribuição negativa foi a indústria de produtos químicos (-28,4%). No acumulado do ano, os índices são de -6,6% para Paraná e -6,9% para o Brasil. O setor de alimentos e bebidas reduziu em 8,6% a folha de pagamento no Paraná nesse período. Tanto a indústria química quanto a de alimentos apresentaram índices positivos de produção no Paraná. ''Foram concedidos reajustes salariais mas que não compensaram as perdas causadas pela inflação'', disse Macedo.

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